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Notícias › 11/06/2018

O Sagrado Coração de Jesus inspira uma Igreja misericordiosa

Junho é, para a Igreja Católica, o mês em que se recorda o Sagrado Coração de Jesus. Tal devoção, carregada de um sentido profundo de amor, evidencia um tema que tem sido recorrente no magistério da Igreja e ocupa um lugar central nos discursos e proclamações do Papa Francisco: a misericórdia.

Mas Francisco não foi o primeiro Papa a inaugurar o tema. Seus antecessores, inclusive Bento XVI e João Paulo II, falaram insistentemente a respeito disso. Os papas propõem o mistério da misericórdia como via de nova evangelização e da humanização da nossa sociedade.

São João Paulo II, na homilia do Domingo da Divina Misericórdia, em 22 de abril de 2001, afirmou que foi o coração de Cristo que deu tudo ao ser humano.

“O Coração de Cristo! O seu ‘Sagrado Coração’ deu tudo aos homens: a redenção, a salvação, a santificação. Através do mistério deste coração ferido, não cessa de se difundir também sobre os homens e as mulheres da nossa época o fluxo reparador do amor misericordioso de Deus. Quem aspira à felicidade autêntica e duradoura, unicamente nele pode encontrar o seu segredo.”

Papa Bento XVI, por sua vez, na Encíclica Deus Caritas Est , publicada em 2005, diz que o amor de Deus pela humanidade é essencial para a vida e coloca questões fundamentais sobre a existência.

“O amor de Deus por nós é questão fundamental para a vida e coloca questões decisivas sobre quem é Deus e quem somos nós. A tal propósito, o primeiro obstáculo que encontramos é um problema de linguagem. O termo amor tornou-se hoje uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente diferentes. Embora o tema desta Encíclica se concentre sobre a questão da compreensão e da prática do amor na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, não podemos prescindir pura e simplesmente do significado que esta palavra tem nas várias culturas e na linguagem atual.”

Em seguida ao trecho citado acima, que está no número 2 da Encíclica, o Papa explica sobre os diversos significados que a palavra amor foi ganhando ao longo dos séculos e como acabou esvaziando-se.

Ao afirmar que “Deus é amor”, é preciso recuperar o sentido da palavra e demonstrar o quanto profundo e abrangente ele é. No artigo 14 da Deus Caritas Est , por sua vez, Bento XVI fala sobre a entrega de amor que Deus faz, por meio de seu Filho, no sacramento da Eucaristia. “Temos agora de prestar atenção a outro aspecto: a mística do sacramento tem um carácter social, porque, na comunhão sacramental, eu fico unido ao Senhor como todos os demais comungantes: Uma vez que há um só pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão” — diz São Paulo (1 Cor 10,17). A união com Cristo é, ao mesmo tempo, união com todos os outros aos quais Ele se entrega. Eu não posso ter Cristo só para mim; posso pertencer-Lhe somente unido a todos aqueles que se tornaram ou tornarão Seus. A comunhão tira-me para fora de mim mesmo projetando-me para Ele e, deste modo, também para a união com todos os cristãos. Tornamo-nos um só corpo, fundidos todos numa única existência. O amor a Deus e o amor ao próximo estão agora verdadeiramente juntos: o Deus encarnado atrai-nos todos a Si. Assim se compreende por que o termo ágape se tenha tornado também um nome da Eucaristia: nesta, a ágape de Deus vem corporalmente a nós, para continuar a sua ação em nós e através de nós.”

 

FRANCISCO

O Papa Francisco fez ainda mais. Convocou toda a Igreja a viver um Jubileu da Misericórdia, um ano dedicado para vivenciar experiências de misericórdia nas paróquias e comunidades de todo o mundo. Na missa de encerramento do Jubileu da Misericórdia, presidida pelo Papa na Praça São Pedro, no dia 20 de novembro de 2016, ele insistiu que a Igreja e todos os que dela fazem parte devem ser instrumentos da misericórdia de Deus.

“Recordemo-nos de que fomos investidos em misericórdia para nos revestir de sentimentos de misericórdia, para nos tornarmos, nós também, instrumentos de misericórdia. Prossigamos, juntos, este nosso caminho. Acompanhe-nos Nossa Senhora! Também ela estava junto da cruz; lá nos deu à luz enquanto terna Mãe da Igreja, que a todos deseja abrigar sob o seu manto. Ao pé da cruz, ela viu o bom ladrão receber o perdão e tomou o discípulo de Jesus como seu filho. É a Mãe de Misericórdia, a quem nos consagramos: cada situação nossa, cada oração nossa, dirigida aos seus olhos misericordiosos, não ficará sem resposta.”

 

SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE

Uma freira simples, humilde, que, após seus votos, nunca saiu do convento e morreu antes de completar 45 anos: Santa Margarida Maria Alacoque.

Margarida nasceu em 22 de julho de 1647 no pequeno povoado de Lautecour, na França e, desde a infância, foi favorecida por extraordinárias visões. Essas aparições eram constantes, não só de Jesus, mas também da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora e do seu Anjo da guarda.

Entre as revelações, uma merece destaque na vida de Santa Margarida. Na primeira delas, enquanto ela estava num momento de oração e adoração ao Santíssimo Sacramento, teve esta inspiração: “Eis este Coração que tanto amou os homens… por isso, te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Corpo de Deus seja dedicada a uma festa especial para honrar meu Coração, comungando nesse dia”.

A partir dessa revelação, nasceu a prática das primeiras sextas-feiras de cada mês serem dedicadas ao Sagrado Coração de Jesus. Já a festa do dia 13 de junho, celebrada anualmente, foi instituída em 1856 sob o pontificado do Papa Pio IX.

No último período de sua vida, Santa Margarida Maria pôde ver a devoção ser divulgada e praticada, sobretudo, pelas noviças, por quem era responsável no convento. Ela conta em sua autobiografia que, chegando próximo da primeira sexta-feira, pediu que elas oferecessem todos os benefícios ao Sagrado Coração. Assim, levantaram um pequeno altar com uma imagem de papel. Ela morreu em 17 de outubro de 1690. Foi beatificada em 18 de setembro de 1864 e canonizada em 13 de maio de 1920, pelo Papa Bento XV.

(Com informações dos Jesuítas do Brasil – Movimento Eucarístico Jovem)

 

IRMÃS VISITANDINAS

A Ordem da Visitação de Santa Maria nasceu a partir da inspiração de São Francisco de Sales e de Santa Joana de Chantal, que pensaram numa ordem contemplativa que vivesse na Igreja a missão de amar o Sagrado Coração de Jesus, participando dessa maneira na Evangelização do mundo.

As Irmãs têm um mosteiro que está localizado na rua Dona Inácia Uchôa, 208, na Vila Mariana, em São Paulo. Todos os dias, elas participam da celebração eucarística, que é aberta a todas as pessoas. A missa acontece de segunda-feira a sábado, às 7h15, e aos domingos, às 8h. No dia 13 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, haverá uma oração especial antes da missa, em homenagem à devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

https://jornalosp.arquisp.org.br/noticias/o-sagrado-coracao-de-jesus-inspira-uma-igreja-misericordiosa via https://arquisp.org.br