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Artigos › 15/06/2018

Viagem do Papa a Genebra: “peregrinação ecumênica”

A visita do Papa Francisco a Genebra, em 21 de junho próximo, será a quarta vez de um Papa na cidade suíça. É também a terceira vez que Genebra se torna meta de uma viagem papal que adquire um significado importante não só para esta cidade e para a Suíça, mas também em âmbito mundial

Roberto Piermarini – Cidade do Vaticano
Genebra foi a meta de Paulo VI, 10 de junho de 1969, em sua quinta viagem ao exterior de um Papa na história contemporânea. A ocasião: o 50º aniversário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas também naquela oportunidade não deixou de visitar o Centro do Conselho Ecumênico de Igrejas.

As visitas de João Paulo II
João Paulo II havia estabelecido uma viagem a Genebra em 1981 a convite da OIT, mas o atentado de 13 de maio na Praça São Pedro obrigou-o a adiá-la para 15 de junho de 1982, quando visitou apenas o Comitê da Cruz Vermelha, o Cern e os representantes das Organizações Católicas Internacionais e dedicando a visita ao Centro do Conselho Ecumênico de Igrejas e ao Instituto Ecumênico de Bossey dois anos depois, em 12 de junho de 1984.

Papa Francisco peregrino ecumênico
Agora é a vez do Papa Francisco que vai a Genebra para os 70 anos do Conselho Ecumênico de Igrejas, um evento que ele considera de grande importância ecumênica, dadas as boas relações entre o Conselho Ecumênico e a Igreja Católica através do Pontifício Conselho para a Unidade dos cristãos. Uma “Peregrinação Ecumênica” nas pegadas da viagem a Lund, na Suécia, em 2016, para a comemoração dos 500 anos da Reforma Luterana, sem esquecer as relações fraternas com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, ou o encontro histórico em Cuba com o Patriarca de Moscou Kirill.

Encontro com uma delegação de cristãos da Coreia do Norte
Em Genebra, durante a visita ao Conselho Ecumênico de Igrejas, Francisco também se encontrará com uma delegação da Coreia do Norte que, junto com os cristãos da Coreia do Sul, participará da grande Assembléia Ecumênica que tem início nesta sexta-feira (15/06). Central na visita a Genebra também o tema da paz e o apoio das Igrejas aos refugiados. Entre as quase 350 Igrejas membros do Conselho Ecumênico, a maioria representa realidades africanas ou asiáticas, de onde vêm muitos refugiados que fogem para a Europa, berço das três confissões cristãs, como catolicismo, igrejas ortodoxas e protestantes.

A missa no Palaexpo com os católicos suíços
Como Pastor da Igreja Católica, cada visita papal sempre inclui um encontro com a comunidade católica. Assim, em Genebra – como Paulo VI no Parque da Grange, e João Paulo no Palácio das Exposições – o Papa Francisco celebrará a missa no Palaexpo não só com os católicos da diocese de Lausanne, Genebra e Friburgo, mas de toda a Suíça. Para o bispo de Genebra, Dom Charles Morerod em entrevista à Agência Sir, o Papa chega em “uma terra rica de culturas diferentes que sabem conviver juntas, mas também um país onde os índices de suicídio estão entre os mais altos da Europa e onde, apesar do bem-estar econômico, pode-se morrer de tédio.

No entanto, nesta terra, no coração da Europa, esgotaram-se em apenas um dia os bilhetes colocados gratuitamente on-line para participar na próxima quinta-feira na missa do Papa. O que espera a Suíça do Santo Padre? O bispo de Genebra não tem dúvidas: “Uma mensagem de esperança e de alegria.”

 

via https://www.vaticannews.va