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Artigos › 20/12/2016

Retrospectiva do ano: Deus seja louvado!

Chegando ao final do ano eclesial e pastoral, somos convidados a fazer a retrospectiva e uma avaliação do caminho feito. Em 2016, vivemos o “Ano Santo extraordinário da Misericórdia”, proclamado pelo Papa Francisco e iniciado em 8 de dezembro de 2015. Esse Jubileu foi uma grande ocasião para reconhecermos a centralidade da misericórdia de Deus na nossa fé cristã e da prática da misericórdia na vida cristã. O Ano Santo nos ofereceu ocasiões abundantes para o encontro com o Deus da misericórdia e para a prática das obras de misericórdia! Na conclusão do Jubileu, o Papa presenteou a Igreja com mais um documento importante sobre o tema: “Misericordia et Misera”, dando orientações para continuarmos a praticar a misericórdia.

Em abril, Francisco deu à Igreja a Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia – sobre a alegria do amor em família –, fruto das duas assembleias do Sínodo dos Bispos sobre a Família, em 2014 e 2015. Após a primeira acolhida, esse documento importante precisa ser, agora, acolhido mais profundamente e assimilado na vida eclesial. A família humana tem enorme importância para a pessoa, a comunidade humana e para a própria Igreja. Algumas dessas orientações poderão marcar profundamente a vida da Igreja, que também é “família de famílias” e conta muito com a família na sua missão.

Em julho, tivemos a Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, na Polônia. Foi coroada de êxito, apesar do clima de insegurança que se espalhou por causa dos atentados terroristas em várias partes da Europa antes da Jornada. Os jovens, vindos de todo o mundo aos milhões, mostraram que o medo não pode ditar os rumos da vida. Os brasileiros foram um grupo expressivo. Tudo transcorreu em clima de grande fé, esperança e alegria.

No Brasil, a Igreja viveu momentos marcantes. Em meio aos preparativos para a comemoração do tricentenário de Nossa Senhora Aparecida, foi proclamado e iniciado o Ano Mariano Nacional. A Virgem Mãe Aparecida tem lugar seguro no coração dos brasileiros, de Norte a Sul. Em abril, a CNBB aprovou, em sua assembleia anual, o documento nº 105, sobre os leigos, “sal da terra e luz do mundo”. Todos os batizados receberam de Jesus a missão de serem suas testemunhas no mundo, e a Igreja conta com eles no serviço ao Evangelho do reino de Deus. E tivemos o Congresso Eucarístico Nacional de Belém (PA). A Igreja, que celebra a Eucaristia, é missionária de Jesus Cristo na Amazônia e em todo o mundo.

A arquidiocese de São Paulo viveu intensamente o Ano Santo extraordinário da Misericórdia. Houve muitas peregrinações para a passagem da Porta Santa nas seis igrejas designadas para esse fim. Na Catedral da Sé, aconteceram peregrinações de grande expressão. Só Deus conhece os corações e sabe dos muitos frutos deste Jubileu extraordinário. Permanece a marca do Ano da Misericórdia no Projeto Vida Nova, em benefício da população que vive em situação de rua e na dependência química, sobretudo no centro de nossa Metrópole. Essa obra, confiada à Missão Belém, ainda necessitará de muitos gestos de solidariedade e das “obras de misericórdia” de muitos.

Nossa Arquidiocese também fez, ao longo do ano, a revisão e a avaliação do seu 11º Plano de Pastoral, e elaborou um novo Plano de Pastoral, que já está pronto para ser assimilado e traduzido em projetos e práticas pastorais, para que nossa Igreja, em São Paulo, consiga enfrentar as “urgências na evangelização”. O 12° Plano de Pastoral oferece diretrizes e orientações para os projetos e programas pastorais de 2017 a 2019.

A Arquidiocese recebeu, em 2016, um novo bispo auxiliar, na pessoa de Dom Luiz Carlos Dias, que já está plenamente integrado nas responsabilidades pastorais da Região Belém. Quase no final do ano, tivemos a alegria de colher um belo fruto do trabalho vocacional e da formação de novos sacerdotes no Seminário. Foram sete novos padres e 20 diáconos, dos quais 12 são seminaristas e oito, diáconos permanentes. Se não conseguimos fazer tudo o que precisávamos, demos graças a Deus pelo muito que foi feito com sua ajuda em cada paróquia, comunidade e organização eclesial e pastoral da Arquidiocese. Deus seja louvado. Deo gratias!

 

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo metropolitano de São Paulo