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Artigos, Editorial › 04/12/2017

Papa no Angelus: Maria, único “oásis sempre verde” da humanidade

Cidade do Vaticano (RV) – Que Maria nos ajude “a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a viver uma vida bela, dizendo “sim a Deus””.

Intimidade com a Palavra de Deus,  “próxima ao seu coração” e que depois “fez-se carne em seu ventre”. Este é o segredo de Maria para ter uma vida bela, apesar dos medos e preocupações, disse o Papa em sua alocução, que precedeu a oração do Angelus na Solenidade da Imaculada Conceição.

“Cheia de graça”, “criada pela graça”, uma palavra difícil de traduzir – disse Francisco – ao comentar a anunciação do anjo a Maria narrada no Evangelho de Lucas.

“Antes de chamá-la Maria, a chama cheia de graça – disse o Papa aos fiéis reunidos na grande Praça São Pedro – e assim revela o novo nome que Deus deu a ela e que se adapta melhor do que o nome dado pelos seus pais. Também nós a chamamos assim, em cada Ave Maria”.

Mas, o que quer dizer cheia de graça?

Que Maria é repleta da presença de Deus. E se é totalmente habitada por Deus, nela não há lugar para o pecado. É uma coisa extraordinária, porque tudo no mundo, infelizmente, é contaminado pelo mal. Cada um de nós, olhando-se dentro, vê lados obscuros. Também os maiores santos eram pecadores e todas as realidades, até mesmo as mais belas, são atingidas pelo mal: todas, exceto Maria”.

Ela é o único “oásis sempre verde” da humanidade – completou o Papa – “a única incontaminada, criada imaculada para acolher plenamente, com o seu “sim”, Deus que vem ao mundo e começar assim uma história nova”.

Ao dizer a Maria “cheia de graça”, também estamos fazendo a ela de forma elegante um elogio à tenra idade que aparenta ter, pois ela “nunca envelheceu pelo pecado”, disse o Santo Padre, que acrescentou:

Existe uma única coisa que faz realmente envelhecer: não a idade, mas o pecado. O pecado torna velhos, porque atrofia o coração. Fecha-o, torna-o inerte, o faz murchar. Mas a cheia de graça é vazia de pecado. Então é sempre jovem, é “mais jovem do que pecado”, é “a mais jovem do gênero humano”.

A Igreja hoje se regozija em Maria, chamando-a toda bela, tota pulchra:

Como a sua juventude não está na idade, assim a sua beleza não consiste na aparência. Maria, como mostra o Evangelho de hoje, não se sobressai em aparência: de família simples, vivia humildemente em Nazaré, uma cidadezinha quase desconhecida”.

“Maria não era uma mulher famosa”, ninguém soube quando o anjo a visitou, “naquele dia não estava ali nenhum repórter”, observou Francisco. Ela teve preocupações e temor, mas sua vida era bela. E qual era o seu segredo?, pergunta-se o Papa, que explicou:

“A Palavra de Deus era o seu segredo: próxima ao seu coração, fez-se depois carne em seu ventre. Permanecendo com Deus, dialogando com Ele em toda circunstância, Maria tornou bela a sua vida. Não a aparência, não aquilo que passa, mas o coração voltado para Deus faz a vida bela”.

Ao concluir, o Papa pediu que olhássemos hoje “com alegria para a “cheia de graça”. Peçamos a ela para ajudar-nos a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a viver uma vida bela, dizendo “sim a Deus””.

Ao saudar os peregrinos presentes na Praça São Pedro, “especialmente as famílias e os grupos paroquiais”, Francisco recordou que na tarde desta sexta-feira, vai à Praça de Espanha, “para renovar o tradicional ato de homenagem e de oração aos pés do monumento à Imaculada. Peço a vocês para unirem-se espiritualmente a mim neste gesto, que expressa a devoção filial a nossa Mãe celeste”.