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Artigos, Editorial › 14/09/2017

O Sínodo Arquidiocesano nas paróquias

A primeira etapa do sínodo arquidiocesano – “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” – envolve as paróquias e as diversas expressões comunitárias da vida eclesial dentro delas. A etapa se estenderá por todo o ano de 2018 e corresponde ao “ver”, no método do caminho sinodal, devendo envolver amplamente as comunidades das paróquias.

É a primeira etapa preparatória para a assembleia arquidiocesana do sínodo e tem os objetivos principais de promover a reflexão e a tomada de consciência sobre a vida e a missão eclesial que se expressa “nas bases” da Igreja, em cada comunidade local. Essa reflexão, que ocupará os primeiros meses do sínodo nas paróquias, até maio de 2018, é importante e ajudará a fazer uma verificação sobre a real situação da Igreja na arquidiocese de São Paulo, a partir das paróquias, “comunidades de comunidades”.

As paróquias contarão com um subsídio preparado pela Comissão de Coordenação Geral do sínodo. A reflexão será feita em grupos diversos, a serem organizados pelas mesmas paróquias. Para isso, será necessário preparar um bom número do “animadores paroquiais” do sínodo, para colaborar na organização dos grupos e na promoção da reflexão proposta. Um primeiro encontro de preparação para esses animadores paroquiais já acontece no dia 16 de setembro, para todas as paróquias da arquidiocese.

O segundo momento da etapa paroquial do sínodo, de junho até o final de agosto, será dedicado ao levantamento da realidade paroquial, em diversas dimensões. É importante que cada co-munidade se dê conta da sua real situação religiosa e pastoral e dos desafios mais importantes que deve enfrentar. Esse levantamento da realidade deverá ser feito por agentes preparados pelas próprias paróquias. Será usado um formulário comum a todas as paróquias da arquidiocese para facilitar a tabulação dos resultados desse levantamento da realidade. Desse levantamento será possível obter um diagnóstico da realidade pastoral e evangelizadora da Igreja em São Paulo, a partir das suas “bases” da vida eclesial, nas paróquias, comunidades e organizações eclesiais e pastorais.

O terceiro momento do sínodo nas paróquias, de setembro até meados de outubro, será dedicado às assembleias paroquiais do sínodo, sob a coordenação dos párocos e administradores paroquiais, para refletir sobre a realidade pastoral e evangelizadora das paróquias, sua vitalidade eclesial e seus desafios e urgências. Cada paróquia fará o número de sessões da assembleia paroquial que julgar necessário.

Em cada paróquia, deve ser constituída uma Comissão Paroquial do sínodo, coordenada pelo pároco ou pelo administrador paroquial; a Comissão Paroquial do sínodo tem a tarefa de ajudar na preparação e no acompanhamento de todas as ações do sínodo na paróquia. Também deve haver uma Secretaria Paroquial do sínodo, para o desempenho das ações que lhe são próprias, em sintonia com a Secretaria Executiva do sínodo arquidiocesano. O Regulamento do sínodo arquidiocesano será a referência comum para toda a organização e a realização das diversas iniciativas sinodais.

Uma vez realizadas as assembleias paroquiais, cada paróquia produzira um relatório sobre a vida e a missão da Igreja no âmbito paroquial, a partir do levantamento e das assembleias paroquiais, seguindo as orientações da Secretaria Executiva do sínodo. As assembleias paroquiais situam-se ainda na fase preparatória (VER) do sínodo arquidiocesano; sua preocupação não será a de chegar a conclusões finais, mas de contribuir para a tomada de consci-ência da realidade eclesial na arquidio-cese de São Paulo, como um todo.

Todo o trabalho paroquial do sínodo deverá estar concluído no final de outubro de 2018, com a entrega dos Relatórios de cada paróquia à Secretaria Executiva do sínodo nas respectivas Regiões Episcopais. Todo o fruto do cami-nho sinodal nas paróquias será matéria para a etapa do sínodo nas Regiões e nos Vicariatos ambientais, em 2019. Também os Vicariatos ambientais farão a etapa preparatória de base do sínodo, em 2018, de forma adaptada às suas realidades e organizações próprias. Também esses deverão produzir um primeiro Relatório, a ser levado para as assembleias dos Vicariatos no 2º ano do sínodo, em 2019.

Todos os momentos do caminho sinodal deverão ser acompanhados de intensa oração ao Espírito Santo, pela intercessão de Nossa Senhora, do apóstolo São Paulo, dos Santos e Bem-Aventurados que viveram e trabalharam em São Paulo e dos Santos Padroeiros de nossas Comunidades e organizações eclesiais. Confiamos na sua ajuda, para sermos, em nosso tempo, testemunhas de Deus na cidade de São Paulo.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo