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Não temas, ó Maria: não há por que temer!

Não temas, ó Maria: não há por que temer!

Por Beato Anchieta
25/11/2015

Despe o rubor que cobre o teu semblante casto! Não sou mensageiro de mundanas honras: a poeira desta terra é indigna de Virgem tão excelsa. Venho trazer-te honras que a suma sabedoria do Pai celeste a ti reservou antes da admirável criação dos mundos. Por que coras à voz do ministro de Deus que te enaltece e te abates em ouvir minhas palavras? Toda a côrte do empíreo fulgurante se curvará ao teu conspecto, rendendo-te obsequiosa submissão. Tu, finalmente, achaste a complacência do Pai supremo que te cumulou de graças inefáveis, inefavelmente! Esta graça, nosso primeiro pai perdeu-a com o pecado de morte, e perdida, buscaram-na em vão outrora nossos antepassados. Por ela suspira o céu há tanto tempo, por ela a terra palmilha o seu longo caminho de lágrimas. Achaste, afinal, esta graça, aninhada no coração indevassável do Deus da imensidade. A nenhum de nós, que te levamos a palma, por força da natureza angélica quis escolher a sabedoria eterna: Mas a ti, sobre nós todos, sublimou a graça, para o grande prodígio da redenção.

Por Beato José de Anchieta