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Carta aberta ao Pe. Marcelo

Publicado em 25/04/2011 com as tags: ,

Somos dos grupos de oração Sementes do Espírito e Espírito Santo, da Renovação Carismática. Ambos da paróquia Nossa Senhora do Brasil em São Paulo.

É como membros do corpo que é a Igreja de Cristo e movidos exclusivamente pelo espírito de amor fraterno que lhe endereçamos esta carta.

Nos causa bastante alegria quando veículos de comunicação abrem espaço para que pessoas de nossa Igreja possam se pronunciar abertamente, permitindo que a mensagem de Cristo possa atingir lares que tão raramente tem canal para a Boa Nova.

E não poderia ter sido em tempo melhor. Justamente neste período de Semana Santa, onde nos recordamos do martírio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que por todos nós sofreu o escárnio e a condenação à morte, “e morte de cruz”.

Nas três páginas de sua entrevista, texto maior até que algumas das cartas apostólicas, contudo, não vimos nada que remetesse ao nosso Mestre e Senhor, ou que pudesse de alguma forma iluminar ou levar o anúncio do Evangelho à vida das pessoas.

Sobre Jesus, infelizmente, a única citação compara de maneira desproporcional o sofrimento de sua depressão à incomparável oração no Horto onde Jesus antevê, suando sangue, o calvário. O sofrimento solitário de um Deus que se entregará em corpo e alma, pagando pelo preço do seu sangue a redenção de toda a humanidade, diante de um cálice que nenhum de nós seria capaz de beber.

De uma forma geral, o que lemos nos causou muita preocupação com sua pessoa, como homem de fé e propagador da palavra de Cristo. Ali vimos sinais do espírito de rancor, vingança, e aquela que é a maior fragilidade de todos nós: o orgulho.

Em especial, alguns pontos nos tocaram com profundo incômodo por, na prática, estarem em desacordo com a doutrina de Cristo, que estamos todos empenhados não só em divulgar, mas viver:

  • Sobre não receber o devido reconhecimento:  Não teria dito Jesus que devemos amar e fazer o bem sem esperar nada em troca, e que nossa recompensa virá na vida eterna?
  • Sobre ser colocado na visita do Papa em horário quando “não havia quase ninguém”: Não deve o servo servir a Deus humildemente e de bom grado aceitar os serviços que a ele são solicitados?
  • Sobre situações apresentadas como “dor-de-cotovelo” ou “tapa na cara” de seus superiores, não é também pedido de Deus através dos mandamentos e doutrina da Igreja o respeito e obediência a nossos superiores?
  • Sobre os dons do Espírito que Deus lhe deu, e que o Sr. enaltece na entrevista, não seriam eles exclusivamente ferramentas gratuitas recebidas de Deus a serviço ao próximo?

Lhe escrevemos esta carta justamente no dia em que relembramos a instituição do sacerdócio, quando Jesus humilde, lava os pés dos servos e nos lembra que “o Filho do Homem está aqui para servir e não para ser servido.” O mesmo Jesus que foi expulso do templo e barrado nas cidades, tantas vezes. O Jesus que espancado e escarnecido na cruz pediu ao Pai “perdoai-os pois não sabem o que fazem”. O Jesus que nos pediu para oferecermos ao outra face e para que nossa mão direita não soubesse o que nossa mão esquerda está fazendo. Finalmente, o Jesus que, obediente, fez a vontade do Pai mesmo lhe custando a própria vida e que com tudo isso, “não disse uma palavra”.

Curiosamente, são exatamente estes fatos que nos lembramos nesta semana. E, apesar da oportunidade tão rara ter sido dada, infelizmente, não foi sobre essas coisas que os leitores leram. Que pena! Quantos corações poderiam ter sido tocados.

Para o público em geral isso tudo pode até ter passado despercebido. Acostumados com as banalidades e pessoas revestidas de orgulho próprio, viram o pronunciamento de um padre que, em termos gerais, em nada se diferencia da entrevista de um “big brother”.

Contudo, sabemos e entendemos que também o padre possui suas fraquezas, tentações e quedas. Lembremo-nos dos apóstolos. Também discutiram entre eles quem seria o maior. Também eles se acharam contemplados com dons especiais, quando repreenderam outros que expulsavam demônios sem serem discípulos de Jesus.

Em todos esses episódios, Jesus com espírito fraterno alertou-os:

Mateus 23

“Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas. Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens. …Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.”

É com este espírito fraterno que fazemos o mesmo. Afinal, “Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele”.

Deus lhe deu dons e uma vocação. E a todos nós deu. “Há diversidade de dons, mas um só Espírito.”. Como imitadores de Cristo só nos interessa que mais pessoas conheçam a palavra de Deus conforme nos ordenou: “Ide e pregai o evangelho.”. Nesta missão, “que nosso sim seja sim, e nosso não seja não, pois o resto vem do demônio.”.

Não queira ser o servo maior que o Senhor.

Continuaremos a rezar pela sua preciosa vocação e pelo seu trabalho para que Deus aqueça em seu coração o fervor de servir a Jesus, sem esperar nada em troca. Somente pelo amor a Ele. Que Deus lhe conceda ainda a graça de guardar em seu coração uma frase de profunda inspiração, dita por outro que arrastava multidões:  “É necessário que eu diminua, para que Ele cresça.”

Divulgue aos seus amigos:
  • Ana Matias

    É NECESSÁRIO FORMAÇÃO CONTÍNUA PARA OS NOSSO SACERDOTES,E ESPECIALMENTE NOSSAS ORAÇÕES.
    QUE DEUS ABENÇOE ABUNDANTEMENTE O GRUPO DE ORAÇÃO SEMENTES DO ESPÍRITO E ESPÍRITO SANTO,POR MARAVILHOSA E SÁBIA COLOCAÇÃO.
    PAZ EM CRISTO.

  • marcos

    Fico triste em saber que nossos sacerdotes que deveriam-no levar a Cristo, nos levam a lugares que nos remetem a fragilidade humana e não há nada que construa em nosso caminho de espiritualidade.
    Sacerdotes, vcs são os principais responsáveis por nos levarem a Jesus, se não nos levam, o que estão fazendo então????
    Estou indignado, com estea entrevista e muitas outras noticias veiculadas de nossos sacerdotes.
    Leigo, experimente andar fora da linha pra ver o que te acontece, os padres, simplesmentes são advertidos e fica por isso mesmo.
    Quero ver se a CNBB terá peito pra chamar a atenção e trazer este e outros sacerdotes para perto e orientar, quero ver….

  • Brunodesouza_14

    Gostaria de parabenizá-los pela excelente carta escrita ao padre Marcelo, e se ele realmente tiver amor pelo Cristo, ele ressuscitará para uma vida nova com Ele nesta oitava de páscoa.

  • Zelia ugolini Vianna

    Li com atenção ” a carta aberta ao Pe Marcelo”. Que Deus continue inspirando cristãos atentos aos ensinamentos . e seguimento de Jesus Cristo, como voces. É sinal de que “As Sementes do Espírito” estão dando frutos. Continuem regando-as para que , semeadas em terra boa, cada vez mais, frutifiquem espalhando se “polem” em muitos corações. Meus filhos, que Deus Trino os abençoe por seu zelo apóstólico.

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Augusto/100001488960508 Ricardo Augusto

    Paz e bem!
    Eu Li a matéria veeinculada na revista Veja em que o Pe. Marcelo Rossi, expoe seu descontentamento e a prior, vejo isso sim como um desabafo. Notória é a exposição e talento do padre em “levar  a palavra de Deus a todos” pois em simples análise ele é sim um servo de Deus com um dom de criar novas maneiras de louvar e dar o chamado “´primeiro contato” para os féis com a palavra de Deus.

    Várias foram as sanções impostas a ele em todos os anos de seu sacerdócio pois, ele oriundo da renovação carismática, sempre levou isso aos mais altos patamares da mídia com talento e carisma dignos de um evangelizador, carisma esse criticado pelo acerbispo de são paulo em carta escrita em 1996, logo após o lançamento do seu 1º CD quando disse que a renovação carismática era apenas um mero “movimento’ da igreja católica , propagado por alguns fiéis.

    Outrossim, é mister lembrar que foi a 1º vez em todo o mundo que um padre católico teve seu CD lider de vendas em um pais, e ouvido por irmãos de todas as religiões e até mesmo seitas e isso sim acima de tudo, e levar o nosso senhor ao coração de todos.

    E sim tenho um carinho e admiração pelo padre, pois ele foi responsável pelo meu resgate a Deus com suas músicas e louvores.

    A mais emblemática sanção a ele imposta, foi a de não poder celebrar missas dominicais sem a presença do Bispo, pois assim se faria presente a força da mitra diocesana. Acho isso um absurdo, pois nesta caso vemos um exemplo claro de inversão de onus, pois ele estava se tornando grande  demais para os padres e bispos e a isso damos o nome sim de dor de cotovelo , sendo que ele mesmo, sempre afirmou ser apenas um pequeno servo de Deus e da igreja.

    Para ilustrar isso veja os numeros de fieis em suas missas, ou seja mais de 250.000 pessoas por final de semana, e em show feito no autodromo de interlagos tivemos a presença de mais de 2 milhoes de pessoas.. tem noção do que é isso meus irmãos? Em uma missa?e E no Brasil dominado por evangélicos?

    Ao contrário do que foi também divulgado na matéria, o padre sim prestou a homenagem a Deus e ao mestre, como erroneamente citado em carta, pois só um fato de ter uma padre da revista veja em matéria tida como confissão de um padre, meus irmãos temos que louvar a isso!!! Pois tal revista até a data da matéria , a única menção ao um padre foi a de pedofilia..
    .
    E se hoje ainda somos fortes, isso se dá a padres como ele que arrasta multidoes onde passa, e se verificar em com atenção Mos. Jonas fundador da Canção Nova, fez exatamente o mesmo que ele em sua obra, porém contou com o apoio dos bispos de Lorena e região que deixaram ele continuar seu trabalho e hoje a canção nova, essa obra maravilhosa de Deus, reconhecida pelo vaticano, é vista sim como uma obra de Deus e ao meu ver nada difere do que o Pe. Marcelo Rossi faz. A única diferença é que na CN os bispos não se metem como no santuário Mãe de Deus.

    Apenas quis expor minha maneira de pensar pois acredito que não devemos nos esquecer de quem deu um novo sangue a igreja católita para que ela não sucumbice pelos evangélicos.
    A paz de Jesus e o amor de Maria.

    Ricardo Augusto dos Santos

  • Lemesgon

    Que pena que leigos pensam assim do Pe. Marcelo, padre não é super homem. É humano e falha. Falta leigos que rezem mais, talvez nossos padres seriam menos problemáticos. Temos muitos cristãos católicos que ainda vivem uma fé efemera e baseada na pessoa do padre. O padre é um consagrado sim e está para servir sim, tem um compromisso selado com Cristo e este é para sempre. Mas há leigos que pelo amor de Deus… que Deus tenha piedade de nós leigos e leigas e muita mais dos padres. Tem padre que deixa o céu por um leigo, até acho que há mais leigos no céu, por que muitos padres deixaram tudo e são capazes de deixar o céu se um leigo for fiel a Jesus Cristo até mais que o Padre que é consagrado.

  • Katia

    Amo o Padre Marcelo Rossi, pelo seu excelente trabalho, é um Padre maravilhoso extremamente amoroso com todos, é seríssimo, digno, esse é um Padre que podemos chamar de Santo, na sua última visita ao Santo Papa Bento XVI, esse disse ao Padre Marcelo a palavra “continue”, ou seja o Santo Papa aprova todo o Santo trabalho que o Padre Marcelo tem realizado aqui no Brasil (São Paulo), vocês não entendem que muitos fieis que sairam da Igreja católica para frequentarem essas igrejas eréticas (que se dizem evangélicas), voltaram para a Igreja Católica devido ao Santo empenho e trabalho e estilo do próprio Padre Marcelo Rossi, com sua simpatia, carisma e amor e com a ajuda do próprio Deus, é lógico,  ele fez com que milhares de fiéis voltassem para a Igreja Católica. Não gostei nada dessa carta que lí acima criticando o Santo Padre Marcelo. Pois a própria palavra de Deus diz: “Não julgueis para que não sejais julgados, e com a mesma medida em que julgamos seremos julgados.SE O PRÓPRIO PAPA ESTA APROVANDO O TRABALHO DO PADRE MARCELO ROSSI DIZENDO “CONTINUE”, quem são vocês para criticarem/julgarem o Padre Marcelo Rossi. 
    Muita Saúde  Paz e vida longa ao Padre Marcelo.

    PAZ E BEM A TODOS