(11) 3082 9786 – Praça N. Sra. do Brasil, s/nº, Jardim América – São Paulo, SP

Arquitetura

Em 1940, Dom José de Afonseca e Silva, segundo Arcebispo de São Paulo, criou a paróquia do Jardim América, na cidade de São Paulo, e instituiu-se que Nossa Senhora do Brasil seria a Padroeira.

A construção da igreja matriz foi decidida em reunião no Banco Comercial do Estado de São Paulo. A comissão executiva era presidida pelo então deputado P. João Batista de Carvalho, tendo como secretário Emanuel Whitaker e como tesoureiro Alcides Vidigal. A comissão de honra era integrada por figuras ilustres como o Dr. Cásper Líbero, Nadir Figueiredo, Dr. Gabriel Monteiro da Silva e outros. A comissão de senhoras reunia figuras da alta sociedade como Adelina Lara Bueno, Ester Cardoso de Almeida, Luiza de Assunção Machado, Amélia Piza de Lara e outras.

A autoria do projeto inicial da igreja, em estilo colonial brasileiro modernizado, era de autoria do engenheiro George Przirembel, integrante da comissão de honra. Porém, o projeto que foi efetivamente executado é do arquiteto e professor Bruno Simões Magro, catedrático da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

As obras tiveram início em 1942, por iniciativa do vigário Monsenhor João Batista de Carvalho, que foi também deputado estadual e jornalista, em local cedido pela Prefeitura Municipal, numa área planejada para jardim pela Companhia City. Sua execução ficou a cargo da empresa Tavares Pinheiro S.A., sob direção do engenheiro Breno Tavares, e os trabalhos se prolongaram por quatorze anos, quando uma empresa especializada começou a belíssima decoração interna.

Antônio Paim Vieira, pintor e ceramista, definiu a decoração dos interiores. A identidade nacional foi característica marcante da temática e da técnica que empregou. É de sua autoria a pintura no teto da capela-mor que mostra o céu estrelado como no dia da Natividade de Maria, festa da Padroeira, celebrada no dia oito de novembro. Ao centro, a Virgem e o Menino estão cercados de representantes das diversas regiões brasileiras, vestidos com roupas típicas. Essa “brasilidade” da igreja, que está em seu nome e em sua arquitetura, foi bem notada pelo orador sacro Monsenhor Castro Nery, que, por ocasião da inauguração do templo, em 1958, disse as seguintes palavras: “Tu não és italiana, nem francesa, nem grega. És brasileira. Bem brasileira assim como teu moreno de cuia…”.

Num movimentado cruzamento da capital paulista, localizada num bairro com muito verde e bonitas casas, é difícil não notar a beleza da igreja, tanto de dia quanto de noite, quando a iluminação valoriza sua arquitetura. Por dentro, os vitrais, azulejos, painéis e esculturas completam a harmonia do conjunto.

Via Sacra

O detalhe dos azulejos da Via Sacra, pintados quadro por quadro, em tom azul e fundo branco, iguala ou supera a via sacra da Igreja de São João Maria Vianney, Lapa, Capital, desenhada por Benedito Calixto.

Escadório

Como no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, oito estátuas ornamentam o tablado abrangido pelo semi-círculo formado pelos dois pórticos frontais: de São João Batista e Evangelista, Pedro e Paulo, Ana com Nossa Senhora Menina e José, Isabel e Joaquim. As estátuas foram esculpidas por professores da Faculdade de Belas Artes de São Paulo como Galvez, Orleani e Júlio Guerra. A de São Pedro é doação de José Ermírio de Moraes. Moldadas em cimento com estrutura de ferro compõem um conjunto harmonioso.

Capela da Ordem de Malta

No interior da igreja encontra-se a Capela da Ordem de Malta. A Ordem dos Cavaleiros de Malta, de origem medieval, tratava de hospitais cristãos peregrinos da Terra Santa e defendia os lugares sagrados contra as incursões de muçulmanos.

Foi em 1113 que o Hospital de São João Batista de Jerusalém tornou-se Ordem Religiosa. Com a queda do último reduto na Terra Santa, a Ordem teve que deslocar-se para Chipre. Em 1310, os cavaleiros conquistaram Rodes. Tomada essa ilha pelos turcos, os cavaleiros receberam de Carlos V a ilha de Malta, como sede, donde o nome “Cavaleiros de Malta”.

Hoje a Ordem conserva com orgulho títulos e insígnias medievais. Mas perdeu as finalidades militares. Desenvolve suas obras sócio-educativas em mais de 50 países.

Painéis do Teto da Igreja

O teto da igreja é decorado com reproduções de pinturas da Capela Sistina, no Vaticano, obras de extremo valor artístico e histórico.

Altares do Santíssimo e das Virgens

O Pe. Afonso de Moraes Passos, além de construir a estrutura de aço no teto, de colocar o piso e de edificar o altar policrômico da Virgem Latino-americanas, edificou a primeira capela do Santíssimo no altar de São José. Seu sucessor, o Cônego Leme, deslocou o altar do Santíssimo para onde se encontra hoje, edificando para tanto o altar voltado para o povo. Ao Cônego Leme coube a decoração de toda a igreja com azulejos de Paim.

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