(11) 3082 9786 – Praça N. Sra. do Brasil, s/nº, Jardim América – São Paulo, SP

Notícias da paróquia › 11/06/2010

A Interferência dos parentes na vida do casal

Na última reunião da Pastoral da Família, contamos com um público diversificado entre casais de noivos, casados, parentes e amigos, bem a propósito do tema em questão: “ A interferência dos parentes na vida do casal”. Iniciando com a leitura de uma situação jocosa onde os casamentos de uma filha e um filho apresentavam uma visão diferente por parte da mãe , que também era sogra, diante das mesmas circunstâncias de “benefícios” propiciados pelo genro adorável que poupava a sua filha, e do “fardo” que carregava o seu filho fazendo o mesmo que o genro com a sua nora “preguiçosa”,(que fazia o mesmo que a filha); o encontro cursou de modo descontraído e bastante participativo.

Procurou-se avaliar de modo positivo o papel de parentes e familiares na vida conjugal, como uma contribuição de apoio em situações difíceis, de solidariedade, e também de apoio para o cuidados dos netos. Importante o destaque que foi feito quanto ao novo limite que deve ser respeitado pelos filhos que casam em relação a casa dos pais, assim como da necessidade de se cortar o cordão umbilical após a celebração do matrimônio no altar. Isto não significa que se abandone a família de origem, mas deve-se ter bem claro que após o matrimônio se constitui uma nova família, “uma nova igreja doméstica” (João Paulo II), que deve ter autonomia.

A participação dos pais e parentes pode ocorrer como sugestões, sem que se substitua a decisão do casal naquilo que escolheram como seu caminho. Por outro lado deve-se respeitar também a liberdade dos pais, que não podem ser vistos como babás permanentes dos netos, ou depósito de “material usado” da casa dos filhos. Programar as atividades que exigem a colaboração dos avôs é uma condição de respeito que os filhos devem ter em relação aos seus pais.

Interessante foi a colocação quanto a morar “temporariamente” na casa dos pais por motivo de reforma. Todos concordaram que às regras da casa devem ser respeitadas pelos “hóspedes”, não deixando que aquilo se transforme num parque de diversão por parte das crianças, ou um hotel onde os funcionários são os avós. O espírito de colaboração deve estar em todos para que se mantenha uma harmonia neste período de transição.

Marcia e Luciano, da Pastoral da Família, que orientaram o trabalho da noite, relataram a sua experiência em morar longe dos pais, tanto dela como dele, e o quanto isto influenciava em algumas decisões que o casal deve ter em função da falta de apoio logístico dos pais pela distância imposta por morar em outra cidade. Como se diz a distância ideal dos pais em relação aos filhos que se casam é: “Não tão perto que atrapalhem, e não tão longe que faltem”. Qual é esta distância?!
A conclusão é que no fundo todos devem se esforçar por uma convivência harmoniosa, onde a tolerância e o respeito devem se associar a um espírito de solidariedade. Sem dúvida haverá situações de maior dificuldade de convivência, e nestas horas é bom lembrar aquela oração que dizia: “Senhor, dá-me fortaleza para o que eu preciso mudar, paciência com o que eu não posso mudar, e sabedoria para distinguir as duas coisas”. É uma boa dica para refletirmos.